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Dorothy Maclean
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Árvores que viram chuva: os 'rios voadores' do Brasil
Campanha educativa vai capacitar professores de escolas públicas do país para explicar o fenômeno às crianças, e a importância da preservação da Amazônia
O DIA
Rio - Você sabia que, se as árvores da Floresta Amazônica não existissem, haveria grandes chances de as regiões Sudeste e Sul do Brasil serem desérticas? A questão é explicada pelos chamados ‘rios voadores’ — correntes de ar que carregam umidade da Amazônia para o Sul do Brasil e são responsáveis por boa parte das chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e no Sul. Só para se ter uma ideia, cada árvore de grande porte pode ‘suar’ três mil litros de água por dia. Para marcar o Dia Mundial da Água (ontem), foi lançada na Escola da Natureza, em Brasília, campanha para ensinar à criançada do Brasil como o fenômeno ocorre, destacando a importância das florestas, e de cada árvore, na preservação das águas do Brasil.
A iniciativa — do Projeto Rios Voadores, com patrocínio da Petrobras — consiste em capacitar professores da rede pública de ensino de várias cidades do país para trabalharem o tema em sala de aula. Será utilizado o livro ‘Rios que voam’, de Yana Marull, que explica o fenômeno com linguagem simples.
“Com o livro, temos um material colorido e cativante para as crianças. Nossa intenção é que até mesmo os pequenininhos entendam e sejam mais conscientes da importância da floresta, e mesmo da árvore em frente à sua casa, que também faz sua parte para fornecer vapor de água para a atmosfera”, diz o ambientalista e piloto de avião Gérard Moss, diretor do Projeto Rios Vodores, que promove oficinas para professores de escolas públicas desde 2011.
A quantidade de vapor d’água nos rios voadores pode chegar a volume igual à da vazão do rio Amazonas (200 mil m3/s). Para entender a importância do fenômeno, basta lembrar que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão na mesma faixa de latitude dos maiores desertos do mundo, como Atacama, no Chile, e Namibe, na Namíbia.
Amostras de vapor d’água colhidas em voos científicos
A bordo de um pequeno avião adaptado, Moss, aventureiro suíçu naturalizado brasileiro, percorreu principalmente a Amazônia e o Centro-Oeste coletando amostras de vapor de água, numa parceria com cientistas brasileiros, como os professores Enéas Salati e Antonio Nobre. A análise das amostras no Centro de Energia Nuclear na Agricultura teve o objetivo de levantar mais dados técnicos sobre os rios voadores oriundos da Amazônia, que têm forte impacto no clima do Brasil.
Moss destaca ser necessário mais informação e conscientização entre os brasileiros. “É importante que entendam a dinâmica que influencia o clima do país e sua sustentabilidade. O Brasil é um país de água, mas em certas regiões, não podemos nos dar ao luxo de desperdiçá-la. Onde não há água suficiente, pelo motivo que for, precisamos dar mais valor e respeito a ela e à vegetação”, avalia. Para ele, é preciso comemorar a existência da Floresta Amazônica, que funciona como uma imensa bomba d’água.
“A agricultura em outros países grandes, como China e Estados Unidos, não é sustentável porque depende de água do subsolo, bombeada de profundidades cada vez maiores. No Brasil, 95% da agricultura se beneficiam das chuvas que caem gratuitamente do céu. Devemos dar mais valor à abundância de chuva que temos, preservando a floresta que fornece boa parte da umidade que se transforma em precipitações”, analisa.
A iniciativa — do Projeto Rios Voadores, com patrocínio da Petrobras — consiste em capacitar professores da rede pública de ensino de várias cidades do país para trabalharem o tema em sala de aula. Será utilizado o livro ‘Rios que voam’, de Yana Marull, que explica o fenômeno com linguagem simples.
“Com o livro, temos um material colorido e cativante para as crianças. Nossa intenção é que até mesmo os pequenininhos entendam e sejam mais conscientes da importância da floresta, e mesmo da árvore em frente à sua casa, que também faz sua parte para fornecer vapor de água para a atmosfera”, diz o ambientalista e piloto de avião Gérard Moss, diretor do Projeto Rios Vodores, que promove oficinas para professores de escolas públicas desde 2011.
A quantidade de vapor d’água nos rios voadores pode chegar a volume igual à da vazão do rio Amazonas (200 mil m3/s). Para entender a importância do fenômeno, basta lembrar que as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão na mesma faixa de latitude dos maiores desertos do mundo, como Atacama, no Chile, e Namibe, na Namíbia.
Amostras de vapor d’água colhidas em voos científicos
A bordo de um pequeno avião adaptado, Moss, aventureiro suíçu naturalizado brasileiro, percorreu principalmente a Amazônia e o Centro-Oeste coletando amostras de vapor de água, numa parceria com cientistas brasileiros, como os professores Enéas Salati e Antonio Nobre. A análise das amostras no Centro de Energia Nuclear na Agricultura teve o objetivo de levantar mais dados técnicos sobre os rios voadores oriundos da Amazônia, que têm forte impacto no clima do Brasil.
Moss destaca ser necessário mais informação e conscientização entre os brasileiros. “É importante que entendam a dinâmica que influencia o clima do país e sua sustentabilidade. O Brasil é um país de água, mas em certas regiões, não podemos nos dar ao luxo de desperdiçá-la. Onde não há água suficiente, pelo motivo que for, precisamos dar mais valor e respeito a ela e à vegetação”, avalia. Para ele, é preciso comemorar a existência da Floresta Amazônica, que funciona como uma imensa bomba d’água.
“A agricultura em outros países grandes, como China e Estados Unidos, não é sustentável porque depende de água do subsolo, bombeada de profundidades cada vez maiores. No Brasil, 95% da agricultura se beneficiam das chuvas que caem gratuitamente do céu. Devemos dar mais valor à abundância de chuva que temos, preservando a floresta que fornece boa parte da umidade que se transforma em precipitações”, analisa.
Tags: Meio ambiente , Amazônia , Árvores , Chuva
quarta-feira, 2 de abril de 2014
TERÇA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2011
A importância das Árvores para a manutenção da vida
As arvores desempenham papel bastante especial na manutenção da vida no planeta azul. Elas são as maiores entre todas as plantas e as que têm vida mais longa. Estão na base da cadeia alimentar, contribuindo para a manutenção do clima, suas copas diminuem a velocidade dos ventos, as raízes retêm o solo impedindo a erosão e ainda auxiliam na captação de águas pelos lençóis subterrâneos, diminuem os ruídos, produzem sombras, alimentos, dão abrigos aos animais, entre muitas outras utilidades.
Devido a esse conjunto de importância, as árvores são objetos de preocupação de toda a população, que começa agora a despertar, com cada vez mais intensidade, para a necessidade da preservação da natureza e das árvores em particular
As florestas e outras formas de vegetação produzem bens e serviços ambientais essenciais para a conservação da diversidade de vida, manutenção dos rios, lagos e depósitos de água, conservação do solo, contenção da erosão e regularização do clima, além de proporcionar recreação e lazer.
A vegetação típica das áreas costeiras,os manguezais, também tem função protetora. Ela reduz o impacto das ondas sobre o litoral, assim como é criadouro para muitos animais.
avance sobre as faixas de terra e a produção de pescados fica prejudicada.
O Brasil é o único p
Quando essa vegetação é retirada, as ondas provocam erosão, fazendo com que o marais do mundo a herdar seu nome de uma árvore. Durante muitos anos, o Pau Brasil, uma árvore da Mata Atlântica, foi fonte de riqueza para os portugueses, que extraiam dela um pigmento vermelho muito utilizado para tingir tecidos.
Hoje sua madeira ainda é utilizada para a fabricação de violinos, porém, a árvore está ameaçada de extinção. ( Como fazer educação ambiental e Manual de Educação para o Consumo Sustentável).
Hoje sua madeira ainda é utilizada para a fabricação de violinos, porém, a árvore está ameaçada de extinção. ( Como fazer educação ambiental e Manual de Educação para o Consumo Sustentável).
Postado por Maria José às 15:59
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